A acne na adolescência

acneEstá na cara uma preocupação de muitos adolescentes: a espinha. O adolescente Antônio Carlos da Rocha sabe disso: “Você vai conversar com a menina, e ela desconversa… começa com aquele preconceito por causa da espinha”, conta.

Os médicos chamam de acne, mas os adolescentes conhecem como espinha. E o nome popular não é por acaso: “Ás vezes dói quando você toca nela, machuca. Qualquer apertãozinho ela pode estourar, é um saco!”, reclama o estudante Bruno Rongetta.

Em rapazes e moças, a acne é mais freqüente a partir dos 14 anos. Em alguns casos, os sintomas persistem até os 35 anos.

Segundo os médicos, uma das causas é a herança genética – quando o pai e a mãe já tiveram o problema, a chance do filho ou da filha também ter é de 50%. O problema surge com o início da liberação de hormônios sexuais, numa fase da vida em que começa a preocupação com a aparência.

Existem cinco tipos de acne, classificados de acordo com a intensidade com que aparecem na pele. Em todos os casos, há tratamento.

Se sua pele tem apenas cravos, você está no grau 1, resolvido com o uso de cremes e esfoliantes. No grau 2, aparecem as espinhas superficiais; neste caso, os cuidados são à base de antibióticos.

A partir do grau 3, as lesões são maiores e doloridas. O tratamento é feito com o uso de um remédio forte, cujo princípio ativo é a isotretinoína tambem conhecido como super slim x– um derivado sintético da vitamina A. O remédio, que só pode ser comprado com receita médica, é considerado o mais eficaz, mas causa medo e desconfiança entre os jovens.

“O paciente acha que todo mundo que toma esse remédio vai ficar com a boca ferida ou com a pele descamando, mas isso é mito. O ressecamento tem que acontecer em 100% dos pacientes, mas pode ser contornado desde que o paciente siga as orientações”, explica a dermatologista Luciene Marques especialista em Hipertensão.

O universitário Thiago dos Santos, que teve acne grau 3, precisou usar cremes nos lábios e no rosto para evitar o ressecamento durante o uso do remédio para acne. “Eu pensei duas vezes em desistir, porque ele deixa a pessoa muito nervosa”, conta. “Também saíam muitas espinhas, e eu tinha vergonha daquilo”.

No caso das mulheres adultas, estudos científicos também comprovaram a eficácia do anticoncepcional no tratamento da acne. Mas Luciene Marques alerta: “Os resultados às vezes são surpreendentes, com melhoras de 100%; entretanto, costuma ser uma melhora temporária, durante o tempo de uso do anticoncepcional”.

Indepentemente da quantidade de manchas, é importante dominar o desejo de espremer as espinhas para não machucar a pele. E nada de sol em excesso.
Quando as espinhas vão embora e restam as cicatrizes, elas são eliminadas com o uso de luzes especiais.

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